
![]() Sistema Ótico Ocular |
O Sistema Óptico Ocular é formado por um complexo esquema fisiológico o qual permite interpretar não somente a sensação de Cor, mas também a profundidade, textura, movimento etc. O qual é formado basicamente pelos globos oculares (olhos), nervos ópticos, corpos geniculares laterais e as áreas de visões. Uma das características deste Sistema é a sua duplicidade, por exemplo, que permite Exibições Estéreo-dinâmicas possibilitando a insinuação de profundidade esteroscópica constituída pelas diferenças relativas ou disparidades entre as partes das imagens disponíveis nos dois olhos. |
| A parte deste Modelo fisiológico que traduz os raios luminosos em impulsos (sinais químicos) a serem interpretados pelo cérebro são denominados globos oculares (receptores das imagens) os quais são formados pela córnea, íris, retina etc. A retina, por sua vez, é uma membrana ocular interna, em que estão as células nervosas (bastonetes e cones) que recebem os estímulos luminosos, e onde se projetam as imagens produzidas pelo sistema óptico ocular.
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![]() Globo Ocular |
![]() Bastonetes e Cones |
| É interessante ressaltar que vários estudos tentam cada vez mais desvendar o funcionamento do Sistema Óptico Ocular, tanto a medicina pelo seu aspecto fisiológico como outras áreas que procuram simular este Modelo. Na Computação, podemos citar a Computação Gráfica no processo de produção de imagens que serão interpretadas por este Sistema, também a área de Processamento de Imagens que necessita da simulação deste Sistema para obter estas imagens (câmeras de vídeo, satélites, etc.) e após interpretá-las.
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O
conceito de Cor é extremamente importante e indispensável não só para a Computação
Gráfica, pois com o seu uso pode-se explorar um dos principais sentidos, a visão. Os
seres humanos podem detectar cerca de 100 níveis de intensidade de luz. O desafio do
sistema digital é reproduzir esta resposta convertendo a informação recebida
recebida em um número apropriado de cores. Sabemos que todas as cores que o olho humano
pode perceber são combinações de três cores primárias : VERMELHO/VERDE/AZUL ou
RED/GREEN/BLUE(RGB), como visto no espectro ao lado.
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| Uma das características mais marcantes do estado da arte Computação Visual é que ainda não existe nenhum modelo genérico de percepção visual passível de ser aplicado na prática. O nosso conhecimento de como funcionam os mecanismos de percepção visual nos animais tampouco é suficiente para que possamos aplicar algum mecanismo de "engenharia reversa" , utilizando por exemplo técnicas de redes neurais para modelar ou imitar a percepçaõ visual biológica. O que ocorre na prática, é que, para resolvermos uma determinada tarefa de interpretação de imagens utilizamos um conjunto de algoritmos bastante específicos, que são respectivamente responsáveis por realizar subtarefas bastante limitadas dentro do processo de interpretação dessa imagem. Esses algoritmos são divididos em grupos, como filtros de contraste, detectores de bordas de objetos, segmentadores de imagens em regiões, classificadores de texturas e assim por diante. Comumente resolvemos um problema encaixando um conjunto desses algoritmos um atrás do outro para chegarmos a um resultado que só funcionará para um conjunto de imagens com características muito específicas, deixando de funcionar para todas as outras. Para o leitor mais desavisado essa realidade pode parecer bastante desanimadora, pois isso realmente esta a mundos de distância do "computador que vê". Esta limitação nos algoritmos e nos paradigmas de análise de imagens realmente impõe grandes limitações ao que pode ser realizado na prática com as técnicas atualmente disponíveis. Compreender essas limitações e conhecer formas de tirar o máximo de proveito do que atualmente há disponível é um aspecto muito importante a ser considerado por quem deseja enveredar-se por problemas cuja solução possivelmente envolva o uso de Computação Visual. |
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Fontes de Consulta:
http://www.arce.ukans.edu/book/eye/struct.htm
http://www.alpeda.com/contents/cont_1.html
http://www.ipa.furb.rct-sc.br/dalton/DiscipCG/plano.htm